LyricsOrigem

Além dos Dedos

Last update on: July 4, 2020
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Direto do túnel do tempo Hoje com 28, saúde e bom gosto musical que muita gente contesta

Cresci e vivi no Capela, favela, orgulho que muita gente detesta Entre a Citeron e Goes eu vi o algoz ceifar a vida dos irmãos História que o mundo não conta Patrão desaponta, e eu vi sangue no chão Na porta de casa, tipo calçada E calçados a gente nem tinha Mas tinha: amor, apreço e medo 'hó' Sentimentos que se compartilham A partilha do pão num mundo desigual Conheça esse paradoxo O que tem menos divide mais Conheça o amor ortodoxo Da terra do sô e trem, Vieram pra nos conceber Na metrópole, essa acrópole que parece querer nos deter Trampolim pra vida adulta, conflitos familiares Não veio do Rap, mas dela o conselho: as drogas são só uma passagem Fiquem vocês com essa briga prefiro outro tipo de brisa Usei lícitos, ilícitos, nem eles a dor ameniza E essa é pra ti, pode chorar, só que de felicidade Quem falou mentiu, viu? Quase 30, nunca vi grades Porém sonhos eu tenho dos grandes E a Senhora sempre me inspirou Embora tentassem impor nele uma data Até aqui ele não expirou Aqui também somos resistência, tio, pensa, pondero Não é religião do caucasiano cristão É a fé daqueles mortos por Nero E eu sou fruto do amor materno Aquele que veio do Pai Tanto o dele como o dela é eterno Nem sei se cês sabem isso mais Ele tem salvado minha alma Ela salvou muito dos meus dias Por mim Jesus já morreu Mas sei que por mim ela também morreria (Fechou, Brother) O Capela quebrada querida afastada de tudo aqui eu vivi(vivi) Histórias dos anos 80, dos pedras 90, aqui eu ouvi Eu vi muito sangue jogado no chão, Na beira do tanque perto de uma calça Vi minha mãe segurando com lágrimas o telefone voltando pra casa Foram tantos livramentos que nem sei mais mensurar (nem sei) E só posso agradecer por me permitir estar aqui E viver todos esses conflitos Que acompanham na roda gigante da vida Gratidão eterna... (Tem mais essa ainda) Eu Falo muito de mim, mas a minha história reflete um pouco nós Favelado e Preto, estereótipo para o maldito algoz Qual a Desculpa agora que vão dar lá do Rio De Janeiro Por terem metralhado a casa do João Pedro Eu sinto muito por isso, a dor de uma perda ela é inconsolável Eu sei Sociedade não pode se acostumar com a tristeza de vocês A vida é breve, efêmera, a dor a gente convive com ela Saudade vai e volta, machuca, por isso que a gente detesta Criamos lembranças aqui, São Paulo, a selva de pedra e emprego Mas sei que pensa em voltar, pra sua terrinha o aconchego Eu faço o possível aqui, por isso da arte o sustento eu tento tirar Poder prover pra você o retorno pra tua terrinha, teu lar Na Terra de Deus, do Djonga e do Galo, Vocês vislumbraram um sonho em São Paulo De 86 pra cá, com dificuldades nunca largaram o barco Aqui quem tem mais chora menos, e aprendemos a ver a beleza no choro E poder entender a lição que sem o sentido eu não estou morto Agradeço a senhora e ao meu pai, pelo esforço aqui empregado Quem falou mentiu, viu? Tamo junto e preparado Ninguém vai dizer que eu não posso, quem ta contra não atrapalha Venho forte, firmado na rocha, Obrigado e se Prepara E nossa casa é uma das poucas que ainda continuam lá No lugar há escombros, sem ombros, sem sonhos, sem lar Ruínas italianas sem o esplendor da história São só marcas do passado, uma origem sem memória.

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